segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Genial José Diogo Quintela

Uma verdade, lá por ser repetida muitas vezes, não se transforma em mentira
Por Zé Diogo Quintela (A Bola)

NA terça-feira, Miguel Sousa Tavares escreveu: «Desde que esta época se iniciou, eu tinha feito a mim mesmo uma promessa: aguentar-me até ao limite para não dar alento nestas crónicas ao clima habitual de facciosismo cego que alimenta ódios e suspeições sem fim e impede de ver e reconhecer o mérito alheio onde ele existe. Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens: quer as do meu clube, quer as dos outros; elogiei, mais do que uma vez, os progressos evidentes do futebol do Benfica, escrevendo que era a equipa que mais e melhor estava a jogar, e não tive uma dúvida em reconhecer como mais do que justa a sua vitória recente sobre o FC Porto. Fiz o que pude para a sanidade do ambiente. E aguentei-me até onde consegui. Mas, às tantas, as coisas começam a ficar difíceis de encaixar sem reagir. Anteontem, por exemplo, ao ler o texto, pretensamente engraçadinho, do Diogo Quintela, achei que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade litigante e colocar-lhe um processo-crime por difamação, como o seu texto amplamente merece. Talvez ele prefira a justiça popular à justiça democrática, talvez prefira a verdade popular à verdade apurada como tal; talvez as sentenças da justiça comum (e não a da populaça futebolística) lhe não mereçam respeito algum, talvez mesmo nem sequer se dê ao trabalho de as conhecer. Mas certamente sabe que insistir em mentiras desmascaradas pela justiça é uma calúnia e sabe que ofende, não apenas o presidente do FC Porto, mas todos os portistas, quando se diverte a escrever pretensos diálogos em que Pinto da Costa compra um árbitro por 2.500 euros. Goebells [sic] dizia que uma mentira repetidamente dita transforma-se em verdade. Mas Goebells [sic] perdeu e as democracias triunfaram. Talvez Diogo Quintela não goste, mas é assim: há regras no jogo.»

O leitor deve estar a perguntar-se qual a diferença entre a verdade popular e a verdade apurada como tal. Eu sei que estou. Existirão várias verdades para o mesmo facto? Por exemplo, MST diz: «Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens». Mas na sua crónica de 15/12/09, já tinha escrito «o que valeu ao Benfica em Olhão foi, como é habitual também, os últimos minutos do jogo, um fiscal de linha desatento à posição de Nuno Gomes no golo do empate e um árbitro atento ao facto de domingo haver um Benfica-Porto, quando se encaminhou para Cardozo, depois de expulsar Djalmir, e pelo caminho mudou o vermelho a Cardozo para amarelo». (Entretanto, peço ao leitor que memorize o facto de MST achar que, ao não expulsar Cardozo, o árbitro beneficiou o Benfica. Vai-nos ser útil mais à frente).

Esta afirmação em que MST se vangloria de «nunca, uma vez que fosse» ter falado de arbitragens, nem repetida muitas vezes passava a verdadeira. Mesmo pelo tal Goebells. Ou pelo próprio Goebbels. A não ser que eu e MST tenhamos um entendimento diferente do que é: nunca, uma vez que fosse. Ou, se calhar, temos um conceito diferente de verdade. MST acha que é verdade que esta época não se tinha ainda pronunciado sobre arbitragens. Já eu acho que é mentira. Os factos, curiosamente, também acham que é mentira. E o que dizem os factos da noite que deu origem ao Caso do Envelope, no qual me baseei para imaginar o tal diálogo pelo qual MST quer que eu responda em tribunal?

Dias antes do Beira-Mar – Porto, Pinto da Costa recebeu em casa Augusto Duarte, o árbitro desse jogo. Este é verdade. Pinto da Costa disse ter sido surpreendido, mas há escutas em que combina a visita com António Araújo, o intermediário do encontro, e outras em que lhe dá indicações sobre o caminho para sua casa. A mesma casa onde não esperava receber a visita que tinha acabado de lhe dizer que estava a chegar. Este também é verdade. Pinto da Costa disse que Carolina Salgado estava doente e não se cruzou com as visitas. As visitas e a própria Carolina dizem que é falso. Até agora, uma das pessoas que habitava naquela casa da Madalena está a mentir. Uma pista: não é a Carolina Salgado. Bom, isto está provado.

O que não está provado é outra coisa. Digo: não está provado, que é muito diferente de: está provado que não aconteceu. E a coisa são duas versões contraditórias. MST prefere acreditar na de Pinto da Costa, quando este diz que serviu de conselheiro matrimonial ao pai de um árbitro, do que acreditar na de Carolina Salgado. Entre essas duas pessoas, eu prefiro acreditar na que não é presidente de um clube que, por exemplo, pagou uma viagem ao Brasil a um árbitro.

O que também está provado é que, aos 15 minutos desse jogo, Augusto Duarte perdoou a expulsão a um jogador do Porto. A juíza achou que uma expulsão perdoada não é suficiente para uma equipa ser beneficiada? Eu não concordo. E, pelos vistos, MST também não. (Agora é a altura em que peço ao leitor que se recorde que MST considera que o Benfica foi beneficiado por o árbitro não ter expulso Cardozo. Valeu ou não valeu a pena guardar a informação?)

Na mesma crónica de 15-12-09, MST tinha-se referido ao tal Beira-Mar – Porto como «um jogo que já não contava para nada». Uma peta que MST e outros portistas gostam de repetir e que, lamento, não se vai tornar verdade.

Antes desse jogo, o Sporting estava em 2.º lugar, a 5 pontos do Porto. Havia 12 pontos em disputa. O Porto alinhou em Aveiro sem muitos titulares, pois 3 dias depois ia jogar a 1.ª mão da meia-final da Liga dos Campeões. Na mesma jornada o Sporting foi prejudicado no Bessa, quando Bruno Paixão expulsou Rui Jorge e assinalou fora-de-jogo antes do meio-campo a um Liedson isolado. O Sporting (que estava a ganhar) ficou injustamente reduzido a dez e perdeu. O Porto permaneceu injustamente com 11 e não perdeu.

Se o Sporting tivesse ganho e o Porto tivesse perdido, o Sporting ficava a 2 pontos e o Mourinho já não podia descansar outra vez a equipa, na 33.ª jornada, antes da 2.ª mão da Champions, na Corunha. Como fez, já campeão, perdendo com o Rio Ave. Alinhou nesse jogo com Pedro Ribeiro, Pedro Emanuel, Mário Silva e Ricardo Costa na defesa, em vez dos habituais titulares Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Jorge Costa e Paulo Ferreira.

Eu cuido que este Beira-Mar – Porto ainda contava para alguma coisa. Por mais que o MST, pensando no Goebbels, repita que não.

Recapitulemos, então. O presidente do FC do Porto recebe em casa o árbitro que vai apitar o próximo jogo do seu clube. Mente sobre estar à espera dele e sobre a presença de Carolina Salgado. Carolina Salgado diz que foi passado um envelope com 2500 euros, Pinto da Costa e o árbitro dizem que não foi. No entanto, contra o Beira-Mar, o Porto é beneficiado ao não ser expulso um seu jogador logo aos 15 minutos, num jogo que era importante para o campeonato e para a Liga dos Campeões. A justiça desportiva castiga o Porto por corrupção, o Porto não recorre. A justiça comum não desmascarou nada disto.

É isto que Miguel Sousa Tavares quer que eu vá dizer a tribunal? Por mim, tudo bem.

Inter 4-3. O Relato

domingo, 10 de janeiro de 2010

15ª Jornada

1- O Benfica jogou o suficiente para ganhar o jogo, perante uma equipa combativa, num dos campos mais dificeis desta primeira liga.
E ao ver este Benfica 2009/10, fica sempre a sensação que se acelararmos o jogo, jogarmos com dinamica entre os 5 jogadores da frente, os golos vão surgir.


2- Pareceu-me na primeira parte que tinhamos o jogo controlado, e só por infelicidade não ganhariamos em Vila do Conde.
A unica oportunidade que o Rio Ave teve no jogo, foi depois de uma perda de bola infantil do Maxi (mais uma), e mesmo assim não chegou para o Quim fazer uma defesa.

3- Saviola vale todos os €uros que pagámos por ele, e se não fossem os Penaltys dos Cardozo, neste momento ele já seria o melhor marcador da equipa.

4- Um factor que as crónicas ao jogo não falam, é que depois do golo, aos 47 minutos, o Benfica pegou na bola, e controlou o jogo como quis, e jogou como quis, como se o resultado ainda estivesse 0-0.
Para isso muito contribuiu a entrada do PAblito, que jogador... que toque de bola, que qualidade de passe, que arrancadas.
Ele é mesmo a alma deste Benfica, o jogador sobre o qual Jesus criou a equipa, e quando ele joga, a qualidade do nosso futebol sobe para outro patamar.

5- Vitória justa da melhor equipa do campeonato.
Espero que na Madeira, não chova quando o Benfica lá for, porque senão o jogo vai-se tornar numa lotaria, como aconteceu no Maritimo-Guimarães. Aquilo não era futebol.

Nota- Vi o jogo do Sporting contra o Leixões, e vi um jogo equilibrado, situação que só foi alterada nos ultimos 15 minutos, com a expulsão exagerada do jogador do Leixões.
Em relação ao lance do João Pereira, o árbitro nem falta marcou, porque achou o lance normal.
Uma ida á multiOpticas aconselha-se.
Em relação ao golo de Tonel, o Carvalhal teve a esperteza de por a jogar sempre, ao contrário do P.Bento, que o afastou da equipa.
Ter um central que alem de não comprometer na defesa, marca 5/6 golos por época que dão pontos (quase todos os jogos do SCP têm 1-2 golos) é uma mais valia para a equipa.
Tendo a dupla Carriço-Polga em jogo, já se sabe quantos golos vamos ter de bola parada: zero.

O campeonato precisa de um Sporting forte, para ver se isto anima.
Era lindo ter 3 equipas a discutir o segundo lugar, para dar mais emoção a esta liga.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Cabala

Desde o golo não averbado a Petit, num célebre jogo com o FC Porto, que o árbitro Olegário Benquerença é - no mínimo - figura incómoda nas partidas em que participa o Benfica. No domingo, no encontro dos lisboetas com o Nacional, Benquerença terá alegadamente (insisto: "alegadamente", uma vez que, de todos os lances, só um constitui erro grosseiro, aquele em que Luisão deveria ter sido expulso) favorecido os da Luz. Tal chega para que até este juiz já tenha sido incorporado naquilo que se desenha como um vasto exército de conspiradores para levar o Benfica "ao colo".

Pouco importam os pecados cometidos noutras frentes (o penálti transparente de Rodríguez no jogo do FC Porto na Luz, o salto de Miguel Veloso a pés juntos sobre um jogador do Braga, seguido de cotovelada). Já não contam os anos em que o "ascendente" sobre os juízes - tão óbvio que revoltava qualquer adepto decente do futebol - tinha cores e geografias bem definidas, sem esforço para dissimular a preferência. Agora, uma estranha e antinatural "santa aliança" entre comentadores e analistas afetos a outros candidatos ao título (mais uns do que outros...) vem denunciar essa manobra subterrânea que há-de, "obrigatoriamente", entregar o título ao Benfica. Uns esquecem-se rapidamente do mal que fizeram, outros passam em branco o conivente silêncio que mantiveram - o decisivo, o urgente é provocar e alimentar marés de suspeita, tentando desestabilizar, visando minimizar aquilo que de bom se passa nos relvados. Ou seja, não interessa que o Benfica tenha sido, até agora, a equipa que melhores espetáculos proporcionou, que maior consistência revelou (com o Braga por perto), que voltou a trazer a maré ao seu estádio e a encher os estádios alheios. O que conta é que Aimar é simulador, que David Luiz é violento, que Di María é maldoso, que Javi é um tanque de guerra. O que jogam é coisa de somenos.

Para quem faz da memória um ativo, recordo que este discurso não é novo. Ouviu-se, com igual intensidade, na época de 2004/2005. Ou seja, no mais recente título de campeão do Benfica. Sabendo-se que não há coincidências, sempre se deixa o aviso: ainda que, de um mesmo lado, se alinhem todos os "unitários" de ocasião, do outro, não se fixam os "otários".

Resta desejar que o Conselho Disciplinar da Liga não perca tempo a decidir aquilo a que as leis o obrigam. E resta sugerir que, na próxima visita do mundo do futebol (nem todo, por razões que não vale a pena esmiuçar) à Assembleia da República, a petição não diga apenas respeito às - indispensáveis - novas tecnologias. Convinha pedir uma nova atitude. Esta, a das azias, das insinuações mais torpes e das brejeirices palitadas, já deu o que tinha a dar, quero crer.

Autor: JOÃO GOBERN
Data: Quarta-Feira, 6 Janeiro de 2010 - 18:03

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

«Michael Thomas será uma espécie de professor
nesse aspecto, pois penso que Calado irá aprender muito
com ele em aspectos tácticos, de timing de acção, de
pensar o jogo com a bola e sem ela. Se tivermos sorte,
em dois anos Calado poderá conquistar o mundo.»

Graeme Souness, mister do Benfica
A Bola, 26 de Julho de 1998

sábado, 2 de janeiro de 2010

Benfica e o futuro

A benficaTV tem a capacidade de nos mostrar o que, daqui a uns 5 anos, podemos ter na nossa equipa principal como os futuros craques do benfica.
Muito se tem falado da tripla de portugueses, Roderick Miranda, Ruben Pinto e o Nelson Oliveira. Mas se algum dos presentes tem a possibilidade (e agora com a ZON) de ver a única TV de um clube português vejam como além destas três perolas portuguesas temos, outros jogadores que jogam no 11 titular dos Juniores, são eles os Guineanos(e estes são mesmo bons de bola) Lassana Camará e Danilo ( os dois jogam no centro do terreno tem visão de jogo e um toque de bola fantástico) outro jogador a ter é conta é o Ademir, Brasileiro, médio ala.
estes 6 jogadores podem, e devem, ser o futuro do Benfica! o futuro que não passa pela venda de jogadores, mas sim pela rotação e o acreditar dos miudos que todos os dias treinam no Caixa podem chegar ao onze do Benfica, sem pressões. Tal como LFV disse em entrevista ao jornal A Bola, é preciso dar tempo.

2. ponto é o JOAQUIM! mas ainda ninguém renovou com o nosso guarda redes porque? é o melhor guarda redes português da actualidade, faz defesas importântissimas em derbis(salvou-nos no ultimos Benfica-Porto) e tem a experiência do nosso futebol e do futebol internacional, não precisamos de mais brasileiros ou estrangeiros, precisamos do que é nosso e o Quim, por tudo o que nos deu é dever do Benfica renovar com ele. por muito menos (man)temos lá o Mantorras.

3. fomos buscar outro médio defensivo para que? temos o Filipe Bastos e não damos espaço a ele é preciso outro brasileiro? assim não vamos lá, não estamos a valorizar jogadores bom, e o Filipe Bastos é bom de bola, toda a gente sabe e viu isso nos jogos da época passada, onde sem confiança do treinador ele entrava e jogava acima da média da equipa.

vamos ver o que vai dar. espero vir cá festejar.
CARREGA BENFICA