quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Zenit - Benfica. A crónica.

Se me dissessem antes da partida que iríamos jogar com -10 graus negativos, num "relvado" péssimo em que a bola estaria sempre a saltitar, que o Rodrigo sairia do jogo à meia-hora lesionado, e traziriamos uma desvantagem de 2-3 para resolver em Lisboa, eu automaticamente diria ACEITO.

Depois dos 90min de ontem, só posso dizer que fiquei com a forte sensação que com uma estrelinha maior do que aquela que tivemos teríamos resolvido a eliminatória já na Rússia.
Mas também ficou no ar, que a qualquer momento poderíamos ficar com uma diferença de 2 golos no jogo, o que seria uma catástrofe para as nossas aspirações
É certo que eles são uma equipa habituada a estes jogos europeus, com dinheiro que parece que nunca mais acaba (deram 50M€ pelo Danny e o Bruto Alves, dois suplentes da nossa selecção, e pagam salários brutais aos seus jogadores), mas o que interessa é o futebol que se põe no relvado. Quando existe relvado, é claro. E nisso, os nossos jogadores são imbatíveis. Quando querem.

Em relação ao 11 inicial, não pensei que Cardozo jogasse de inicio, mas foi uma boa decisão do Jorge Jesus.
Só acho que ele esteve mal na primeira substituição, eu teria posto Nelson Oliveira no lugar do Rodrigo para poupar Aimar. Foi pena aquele amarelo, porque "el Mago" irá fazer muita falta no jogo da 2ª mão. Espero bem que esteja enganado. Witsel, Garay e Luisão foram gigantes, Emerson dáva-me arrepios não só pela maneira como joga (faz-me lembrar um Roberto Carlos com o mesmo nivel de confiança mas com a velocidade de um Chano) mas também pela manga curta. Será que a Adidas não fez camisolas de mangas compridas para ele?

Globalmente gostei da exibição. A espaços fomos superiores, soubemos sofrer na altura que era para sofrer, jogar a bola para a bancada quando era preciso, e soubemos guardá-la em vários momentos do jogo. Se o 1-0 fosse feito na Luz, acredito que acabávamos naturalmente para golear o Zenit. O problema foi muito do terreno de jogo que nos criou imensas dificuldades para colocarmos uma bola jogável no pés de Cardozo.
Compreendo perfeitamente que Nolito tenha ficado no banco, porque o espanhol não é jogador para pegar numa bola a meio campo e ir com ela em força e/ou velocidade até à área adversária, como o são Gaitan e Bruno César. Nolito é jogador para receber a bola numa quina da grande-área e ir para cima do adversário. Aí não há pai para ele.


Vou só falar de 2 jogadores, porque se destacaram dos restantes.

MAxi Pereira. Ponto prévio: não sou fã do Maxi Pereira, como muita gente sabe. Quando fomos campeões, com a qualidade imensa que tínhamos na equipa,  via-se que Maxi era o elo mais fraco. Não em entrega e vontade e querer. "Apenas" em qualidade técnica/paragem do cérebro em vários momentos do jogo.
Ontem gostei da atitude do Maxi Pereira durante o jogo todo. Correu e lutou, foi á frente muita vez, e foi difícil passar por ele. Mas não me posso esquecer que ele ficou ligado a 2 golos dos adversário. O ultimo golo então, é de um erro de principiante, de jogador dos Iniciados. Tentar dominar a bola dentro da área Maxi?? ora porra!! Vá lá que depois de vencermos os russos em casa, o que vai ficar para a história é o golo marcado por ele. Mas lá que ficou uma azia no ar, depois de termos feito o 2-2 aos 87min... Que puta de azia.

Matic Em relação a este não me vou esticar muito, senão as asneiras iram jorrar do teclado do pc como a água nas cataratas do Niagara. É certo que todos os anos JJ dá 2-3 tiros nos pés.
Para ser simpático, digo que este é apenas mais um que no próximo ano já cá não estará.


Agora é ganhar 4-0 em casa, para mostrar à Europa de Futebol que uma equipa que é unicamente do povo e dos seus adeptos, consegue competir de igual para igual contra os milhões do petróleo, gás-natural e televisões juntamente com coração, paixão e querer.

4 comentários:

Anónimo disse...

Subscrevo.

JM

Anónimo disse...

Maxi é fraco. Mas também não é assim tão fraco...

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

Boa análise.